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Conceitos básicos do CFTV IP - Parte 1

Este artigo foi criado com o objetivo de passar alguns conceitos básicos a respeito do sistema de segurança eletrônica que mais cresce no mundo: o CFTV IP. Além disto, vamos desmistificar algumas idéias erradas que existem a respeito deste sistema.

O termo IP é de Internet Protocol, o protocolo de rede utilizado para se comunicar com o servidor. Cada câmera ou servidor tem seu endereço IP e é desta forma que é identificado na rede.

Para começar é importante entender a diferença básica entre o CFTV IP e um CFTV Analógico que é a forma que as imagens são transmitidas. No CFTV Analógico isto acontece, como o próprio nome diz, de forma analógica. O sinal de vídeo é transmitido utilizando-se o padrão NTSC (em alguns países pode ser o PAL) que por sua própria natureza é limitado em 486 linhas visíveis em condições perfeitas.

Este é justamente o ponto fraco desta tecnologia, transmitir um sinal analógico sem sofrer interferências ou perdas. Apesar das tecnologias de fibra óptica e conversores UTP, sempre existe uma conversão de sinal. Mesmo que o vídeo chegue perfeito ao DVR este precisará converter a imagem em imagem Digital.

No caso do CFTV IP esta é a primeira grande vantagem, o sinal de vídeo é capturado na câmera, processado, transmitido, armazenado e visualizado em forma 100% digital. Em nenhuma parte do processo o vídeo é analógico.

Para melhor entendimento podemos fazer um comparativo entre tirar uma foto com uma câmera digital e digitalizar uma foto impressa. Nunca teremos a mesma qualidade ou resolução de imagem.

Entendido isto começamos a entender um pouco melhor que uma câmera IP é uma câmera que se diferencia na sua forma de enviar o vídeo. Esta transmissão 100% digital traz outras vantagens. Uma em especial é não ter a limitação de resolução como acontecia no sistema analógico. O vídeo sobre IP é virtualmente sem restrição, de fato hoje já existem câmeras sendo comercializadas com resolução de vídeo acima de 14 Megapixels, e não estamos falando de fotos, mas vídeo realmente em resoluções altíssimas!

Visto isto podemos entender que o CFTV IP vai nos agregar primeiramente uma qualidade de imagem muito superior, sem interferências de imagens ou perdas de qualidade na transmissão. Porém se pensarmos bem não poderia haver uma transmissão digital sem usar uma rede? Certamente, mas a questão da rede IP é justamente para agregar o segundo ponto importante da nova geração do CFTV: a facilidade de transmissão.

Redes IP hoje são comuns até mesmo em residências, qual empresa conseguiria hoje trabalhar sem uma rede de computadores e servidores? Apenas olhando por este ponto de vista já fica claro que o CFTV IP se utiliza de um tipo de infra-estrutura existente em qualquer empresa.

Logicamente nem toda rede está adequada ou tem abrangência necessária para todos os pontos de CFTV, porém se houver uma base a ser aproveitada isso já irá representar uma grande redução de custos de implantação.

Por usar uma plataforma aberta, rede de dados IP, temos que entender que a ligação de um CFTV IP não está restrita a cabos UTP de 100 metros ou fibras ópticas, temos disponível o recurso dos rádios digitais, equipamentos capazes de transmitir sinais por quilômetros se necessário.

Façamos um exercício de raciocínio... Imaginemos que precisamos instalar um sistema de CFTV para monitora o perímetro de uma empresa. Utilizando um CFTV Analógico teríamos que fazer grandes lances de tubulação, usar fibras ópticas com conversores de vídeo ou então cabos UTP com conversores ativos.

Teríamos um elevado custo e tempo de montagem de tubulações, gasto com canos, escavações, abertura e reconstituição de piso, sem contar a mão de obra relacionada. Temos que calcular ainda que este cabeamento metálico (no caso dos UTPs) tem vida útil restrita e exigirão troca. Vamos pensar ainda que se precisar ampliar o sistema novos cabos serão passados, isto se a tubulação comportar...

Agora vamos pensar que podemos trocar todo este trabalho por um simples link de rádio do ponto da câmera até a central de monitoramento ou servidor. Sem tubulações, sem cabos, sem mexer em piso. Muito mais rápido e barato.

Neste ponto o objetivo é perceber que o custo de um sistema de CFTV não pode ser avaliado pelo custo da câmera, mas pelo TCO (Custo Total de Propriedade) dele.

Já executamos diversos projetos onde o CFTV IP teve um TCO mais barato que um sistema analógico justamente no conjunto com a infra-estrutura e custos acessórios do projeto.

Quanto se utiliza a rede de dados existente na empresa estes custos acessórios caem drasticamente, ficando em muitos casos praticamente zerados. Estaremos então comparando o custo da câmera IP, mais cara que a analógica, contra a câmera analógica e todos os custos que a cercam.

Coloque agora na balança toda a qualidade de imagem do CFTV IP e terá o sistema ideal para seu próximo projeto ou ampliação de CFTV.

No próximo artigo vamos falar do gerenciamento de imagens e conversão de sistemas de CFTV existentes. Até a próxima.

André Colla
Diretor Técnico da K2 Sistemas de Segurança
Certificado em CFTV IP pelos fabricantes Axis e Digifort